22 de mai de 2012

San Francisco
Califórnia
Highway One
Carmel
 Point Lobos
Fui em janeiro de 2011,
não vejo a hora de voltar!
China Cove-Point Lobos
Point Lobos
 Big Sur
 

 Lake Tahoe

Fotos Annelise de Salles

17 de mai de 2012


...e agora vou reler o livro
mais inspirador que existe,
O Pequeno Principe!
Boa noite!


-Tu falas como as pessoas grandes!
Senti um pouco de vergonha. Mas
ele acrescentou implacável:
- Tu confundes todas as coisas...
Misturas tudo!
Estava realmente muito irritado.
Sacudia ao vento cabelos de ouro:
-Eu conheço um planeta onde há um
sujeito vermelho, quase roxo. Nunca 
cheirou uma flor. Nunca olhou uma 
estrela. Nunca amou nínguem. Nunca 
fez outra coisa senão somas.
 E o dia todo repete como tu:
"Eu sou um homem sério! Eu sou 
um homem sério!" e isso o faz
inchar-se de orgulho. Mas ele não 
é um homem; é um cogumelo!
-Um o que?
-Um cogumelo!


Ai, ai, ai, quem não ama este 
principezinho?

Rose&Bleu
 Produção Annelise de Salles
Fotos Catherine Ferraz
Maquiador Anderson Honorato

Art Kids
 Produção cenários Annelise de Salles
Produçao roupas Nanda Sansone
Fotos Catherine Ferraz
Maquiador Anderson Honorato

16 de mai de 2012



Natalie, Miguel e Ana
Produção Annelise de Salles
Fotos Catherine Ferraz
Cabelo e maquiagem Betina Schutze 

14 de mai de 2012


A alegria da escrita

Para onde corre essa corça escrita pelo
                                                    [bosque escrito?
Vai beber da água escrita
que lhe copia o focinho como papel-carbono?
Por que ergue a cabeça, será que ouve algo?
Apoiado sobre as quatro patas emprestadas
                                                         [da verdade
sob meus dedos apura o ouvido.
Silêncio - também esta palavra ressoa pelo papel
e afasta
os ramos que a palavra "bosque" originou.

Na folha branca se aprontam para o salto
as letras que podem se alojar mal
as frases acossantes,
perante as quais não haverá saída.

Numa gota de tinta há um bom estoque
de caçadores de olho semicerrado
prontos a correr pena abaixo,
rodear a corça, preparar o tiro.

Esquecem-se de que isso não é a vida.
Outras leis, preto no branco aqui vigoram.
Um pestanejar vai durar quanto eu quiser,
e se deixar dividir em pequenas eternidades
cheias de balas suspensas no voo.

Para sempre se eu assim dispuser nada aqui
                                                              [acontece.
Sem meu querer nenhuma folha cai
nem um caniço se curva sob o ponto final de
                                                            [um casco.
Existe então um mundo assim
sobre o qual exerço um destino independente?
Um tempo que enlaço com correntes de signos?
Uma existência perene por meu comando?

A alegria da escrita.
O poder de preservar.
A vingança da mão mortal.

Wislawa Szymborska


Dizem que a Polônia é o país da poesia.
Certamente há alguma verdade nesta
afirmação. No curto período de dezesseis
anos, apesar das dificuldades da língua
polonesa para o leitor estrangeiro - uma
língua repleta de grupos consonantais que
intimidam, à primeira vista, quem se aventura
a tentar decifrá-los -, dois poetas poloneses
ganharam o prêmio nobel: Czeslaw Milosz
em 1980 e Wislawa Szymborska em 1996.
Dizem que a premiação do Nobel tem
motivações políticas. Disseram isso a
respeito de Milosz, que vivia no exílio, nos
Estados Unidos, e cuja premiação coincidiu
com as greves do sindicato Solidariedade na
Polônia, início da derrocada do comunismo.
Mas que motivações políticas poderia ter a
premiação de Wislawa Szymborka, uma
mulher discreta, avessa a viagens e badalações
literárias, pouco conhecida fora da Polônia
quando foi premiada? E como explicar que,
desde a premiação, sua poesia tenha ultrapassado
a barreira da língua e ganhado o mundo, traduzida
para os mais diversos idiomas? (...)

Parte do prefácio do livro Wislawa Szymborska
[poemas], por Regina Przybycien.

11 de mai de 2012



Museu

Há pratos, mas falta apetite.
Há alianças, mas o amor recíproco se foi
há pelo menos trezentos anos.

Há um leque - onde os rubores?
Há espadas - onde a ira?
E o alaúde nem ressoa na hora sombria.

Por falta de eternidade
juntaram-se dez mil velharias.
Um bedel bolorento tira um doce cochilo,
o bigode pendido sobre a vitrine.

Metais, argila, pluma de pássaro
triunfam silenciosos no tempo.
Só dá risadinhas a presilha da jovem risonha
                                                      [do Egito.

A coroa sobreviveu à cabeça.
A mão perdeu para luva.
A bota direita derrotou a perna.

Quanto a mim, vou vivendo, acreditem.
Minha competição com o vestido continua.
E que teimosia a dele!
E como ele adoraria sobreviver!

Wislawa Szymborska

4 de mai de 2012


 CENAS DE UM 
ANIVERSÁRIO
Fotos Maguy Etlin
Dreads coloridos, presente de uma amiga 
que sempre me dá o que eu queria ganhar,
mesmo sem eu saber que queria.

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